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O bêbado e o sóbrio

Bem que dizem que Deus protege os bêbados e as criancinhas.

No retorno depois da confusão com sua noiva e do retiro espiritual (não é “Espírito de Minas”) em Búzios, o Imperador Adriano marcou o gol da vitória no clássico contra o Vasco e embebedou a torcida rubro-negra de alegria. É verdade que o juiz ajudou ao marcar o pênalti que originou o gol. E que ajuda, exclamação. Um pênalti no melhor estilo Carlos Eugênio Simon. E só para variar a favor do Flamengo. Na comemoração pediu o perdão de Deus pelas bobagens feitas nos últimos dias.

Já o Vasco parece não ter aprendido a lição da segunda divisão. O time é ruim. Talvez do mesmo nível daquele que caiu para a série B em 2008.

O atacante do time é Dodô. Aquele mesmo. Atacante de futebol sóbrio que costuma fazer 5 gols numa partida e ficar 10 jogos sem marcar. O artilheiro dos gols bonitos. É verdade. Às vezes faz gols incríveis. Mas a marca de Dodô é de não ganhar títulos pelos times que joga. Diria que Dodô é o artilheiro dos gols inúteis. Dicifilmente deixou títulos pelos times em que atuou. E olha que sempre jogou em clubes grandes. No São Paulo, time que tem um bom retrospecto de títulos, Dodô conseguiu apenas um título paulista.

Enfim, Dodô é só um dos indicativos de que o Vasco não vai para a frente neste ano. E o melhor exemplo foi o jogo de domingo. Dodô conseguiu perder 2 pênaltis. E levou o Vasco para o buraco.

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Troca entre Palmeiras e Vasco

Notícia do Lance:

“Vágner Mancini admite que Vasco procura lateral-esquerdo”

Caro professor Mancini, alguns ilustres palestrinos, como meu amigo Guirao, sugerem a V. Sa. procurar o emérito departamento de futebol palestrino. Coloque um terno (camisa mais clara que o paletó, gravata mais escura que a camisa), aperfeiçoe a gramática, acesse antes http://www.economatica.com e http://www.valor.com.br para saber as últimas da economia, e, pronto, está apto a negociar. Leve 11 pares de meião e pode levar o Armero.

Apenas não ouse oferecer Márcio Careca como base de troca, sob pena de perda sumária do negócio.

Promoção: com mais 10 reais, leve também o Marquinhos.

Por Primo Argentino, que é Jornalismo Futebol Clube

Vágner Mancini admite que Vasco procura lateral-esquerdo

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Modinhas cariocas

Sempre ouvi dizer que o campeonato carioca é o mais charmoso de todos. Não sei bem o que querem dizer com isso e não vou discutir esse tema agora. Mas o que não se pode afirmar é que o cariocão (ou  será “inha”?) está entre os mais fortes. Longe disso. Os resultados costumam ser óbvios: os grandes vencem os pequenos.  Há alguns anos ocorreram algumas exceções, porém a regra ao longo dos tempos é o grande ganhar do pequeno. A rodada deste meio de semana confirma essa escrita. Depois do Flamengo e Botafogo ganharem anteontem, ontem foi a vez de Fluminense e Vasco.

O Fluminense venceu o Duque de Caxias de goleada. Enfiou 4 gols no adversário. Mas apesar do tricolor carioca estar embalado no campeonato carioca, o jogo foi visto por apenas 3.343 testemunhas, mesmo público do jogo entre Santo André e Oeste pelo campeonato paulista. Sinceramente não entendi. Por falar no assunto, os torcedores cariocas parecem que não estão muito empolgados nesse começo de ano. Ontem, por exemplo, o Maracanã estava vazio, mesmo sendo o jogo de estreia da dupla Imperador/Love na “casa” do Flamengo.

O goleador Fred passou em branco. Não conseguiu superar a marcação da fraca defesa do Duque de Caxias. Aliás, a escalação da equipe da baixada fluminense é digna de gozação. No gol estava nada mais nada menos do que Getúlio Vargas (Jr). Na zaga, Tinoco. No meio, John. Noite nostálgica no estádio Raulino de Oliveira. Fã da saudosa dupla sertaneja, quase acordei minha avó para assistir ao jogo. Se é por isso que chamam o cariocão de mais charmoso vou ter que concordar. Grandes estrelas desfilam pelos gramados cariocas.

Contudo, a moleza está chegando ao fim. Depois de enfrentar apenas times suburbanos, o Fluminense vai jogar de verdade pela primeira vez em 2010 no próximo domingo, contra o Flamengo. E não vai ser a hora da verdade apenas para o time tricolor. Será também o primeiro grande desafio de Vagner Love com a camisa do Flamengo. Todos estarão de olho.

Já o Vascão repetiu o placar do Fluminense e, assim como o rival, tem 100% de aproveitamento no campeonato. Mesmo sem a dupla Carlos Alberto e Dodo sapecou o Macaé, do glorioso Lua, famoso em Araraquara. Macaé que pode tranquilamente jogar a culpa pela derrota ao fato de jogar sem 6 titulares. Não que ganharia com a presença desses jogadores, que sinceramente não sei quem são. Mas poderia pelo menos dificultar um pouco a vida do Vasco, que jogou em ritmo de pelada de fim de ano nas praias cariocas.

O destaque negativo foi o atacante Rafael Coelho, estreante da noite, que conseguiu cair na provocação do zagueiro adversário e ser expulso. O público também foi decepcionante. O Gigante da Colina recebeu apenas 4.269 visitantes. Achei que após a goleada humilhante do último domingo  a torcida vascaína iria lotar São Januário. Também não entendi.

Brincadeiras a parte, depois dessa rodada do cariocão fica a dúvida: os grandes só ganham dos pequenos porque são de fato melhores, ou então a explicação está na fraqueza dos pequenos, que dizem ser abaixo da média dos pequenos dos demais regionais. No melhor estilo Tostines.

Só o tempo dirá.

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E pelo Brasil…

O campeonato paulista é fraco. Mas, comparado aos demais regionais, poderia ser chamado de champions league tupiniquim.

Sinceramente, não sei que tipo de motivação tem um jogador para participar, por exemplo, do gaúchão, paranaense, mineiro. E o campeonato goiano? É o Goiás contra ele mesmo. Triste. Não é a toa que Fernandão vem fazendo de tudo para deixar a equipe. O duro é que a torcida do Goiás pensa que o time é grande. Aposto que todo torcedor esmeraldino torce para o Goiás e um time grande do eixo RJ/SP.

Poderia dizer que o gauchão não serve pra nada. Mas estaria enganado. Serve para reforçar São Paulo, Corínthians, Flamengo, Cruzeiro e todos os demais times que disputam a libertadores. D’Alessandro, o principal jogador do Inter, foi brutalmente agredido pelo zagueiro Ferreira do Juventude e pode ficar de fora da Libertadores. Parabéns gaúchos, futebol viril, campeonato de macho, orgulho das torcidas dos outros Estados.

O campeonato carioca merece existir. Faz parte do folclore. Olaria, Bangu, Duque de Caxias, Macaé, Madureira, Boa Vista, Tigres, meu Deus! A Ponte Preta seria séria canditada ao título. E os Estádios? Laranjeiras deve ser reconhecido em breve pela Unesco como patrimônio da humanidade. Lembra muito o Coliseu, hoje. Alguém irá bradar –  mas tem os 4 grandes, exclamação.  O Flamengo, atual campeão brasileiro (após 17 anos na fila, com a tradicional ajuda do STJD do rubro-negro Rodrigo Fux), é grande de torcida, embora ir ao estádio que é bom, nada. Poucas testemunhas estavam ontem no Maracanã. Vasco caminha para voltar a figurar entre os grandes do Brasil, mas o caminho é longo, ainda mais com Dinamite na presidência. Tenho esperanças. Agora, Botafogo e Fluminense deixaram de ser grandes na década de 70. Fusão ou extinção.

Não posso me olvidar de destacar a atuação da dupla Imperador/Love. O gol do Vágner Love lembrou-me a primeira vez que joguei Winning Eleven no PSII contra Jota Barros. De um lado, um experiente jogador, conhecedor dos atalhos. De outro, um adversário que perguntava que botão servia para chutar. Bons tempos.

Por Primo Argentino, craque no fifa10

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