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Noite perfeita

A noite de ontem foi perfeita para Santos, 4 x 0 contra o Remo, e São Paulo, 3 x 0 contra o Nacional/PAR. Perfeita para a edição de lances de jogadores que sobrevivem às custas de malabarismos circenses desprovidos de objetividade e funcionalidade. Perfeita para dar fôlego a jogadores e técnico que vêm sendo bastante questionados nas últimas semanas. Perfeita para a promoção do time e a valorização do espaço em branco na camisa. Enfim, perfeita para irradiar a mentira que é o futebol brasileiro de hoje.

Apesar da derrota para o Palmeiras, no Santos nada mudou. Neymar e os meninos da Vila seguem dando espetáculo contra times débeis. Só ontem o jogador fez 2 gols e 2 assistências. E dançou, querendo passar a imagem de que não se abateu com o tombo sofrido no último domingo. Dizer o que sobre isso. Que Neymar está errado? Lógico que não. Realmente tem que aproveitar esse momento. É para isso que servem as fases iniciais de torneios regionais, Copa do Brasil e até mesmo da Taça Libertadores.

Jogadores como Neymar, de habilidade inquestionável mas de carreira não muito promissora (na Europa), devem mesmo abusar da mediocridade alheia para vender a imagem de craque e, assim, arrumar um bom contrato no exterior. Azar daquele que é poupado desse tipo de jogo.

Denílson e o próprio Robinho são os melhores exemplos dos últimos anos. No Brasil, eram tidos como craques (Robinho ainda é). Se aproveitaram justamente de jogos como os de ontem para reforçar a fama de jogadores fora de série. Em comum as famigeradas pedaladas. Por isso foram vendidos para a Europa por cifras milionárias. No exterior, porém, não vingaram. Lógico. Lá não jogam Remo, Mogi Mirim, Chapecoense, muito embora alguns times da primeira divisão das ligas européias não fiquem muito longe.

Neymar segue o mesmo caminho. Já deve ter recebido os conselhos de seu companheiro Robinho. Provavelmente vai ser vendido ainda este ano para algum time europeu, até porque o Santos está quebrado e precisa fazer caixa, vai esquentar o banco ou no máximo jogar algumas partidas contra times pequenos, e num futuro não muito longe retornar ao Brasil por empréstimo com a desculpa de que não se adaptou ao estilo europeu, o que o técnico não gosta de brasileiro, ou que quer ficar mais perto da seleção, desculpas típicas de jogadores brasileiros que fracassam lá fora.

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Realidade

O blog já vem falando há algumas semanas que o Santos deve ir com calma na empolgação, pois o que a mídia está propagando sobre a equipe praiana é algo bastante exagerado. O Santos possui uma equipe boa se comparada ao péssimo padrão dos times brasileiros, mas nada além disso.

Comparações com grandes equipes e jogadores do passado são fruto de demência. Robinho não é o novo Pelé. Neymar talvez seja melhor do que Almir. Sem delírios. E goleadas e pedaladas contra times do nível do Bragantino não significam muita coisa, pois até o Palmeiras de Muricy Ramalho e seus volantes amestrados venceu o time da terra da lingüiça.

Pois é. Ontem os torcedores santistas devem ter sentido um duro golpe dessa realidade. Contrariando as expectativas de toda a imprensa esportiva o Santos venceu o Naviraiense/MS por apenas 1 gol e não conseguiu evitar o jogo de volta. Assim, o pessoal do Mato Grosso vai conhecer as horrorosas praias de Santos.

Total decepção para quem esperava mais um show do “Santástico” contra mais um time inexpressivo. O fracasso europeu Robinho e o ainda promessa Neymar não conseguiram colocar em prática os tão famosos (e sem objetividade) dribles circenses. Foram parados pela melhor defesa do Mato Grosso do Sul, formada por jogadores lendários como ldo, Giordan, Buru e Jacó.

Certos jogadores culparam o gramado pelo resultado (como se o adversário tivesse atuado num gramado diferente). O técnico culpou o desgaste (como se o Naviraiense contasse com um mínimo de infra-estrutura para preparação física). O discurso pelo fracasso no futebol brasileiro parece padronizado. Ninguém tem dignidade de reconhecer os defeitos próprios ou que a outra equipe jogou melhor.

Domingo o Santos joga o clássico contra o Corinthians. Será o golpe fatal da realidade, interrogação. Robinho não joga. Talvez esteja aí a melhor desculpa.

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Olho vivo

Para ficar de olho no final de semana:

1. Ronaldinho Gaúcho: estava sumido, mas só porque marcou 3 gols contra o Siena (filial do Mogi Mirim na Itália), toda imprensa esportiva – incitada pela Rede Globo – defendeu a convocação do jogador para a seleção brasileira; algumas vozes bem conhecidas bradaram “Se vira Dunga”; desde então o Milan só perdeu e Ronaldinho voltou para o ostracismo;  domingo joga contra o Bologna, uma espécie de Santa Cruz; chance dele fazer algum gol para a Rede Globo voltar a fazer o apelo para sua convocação;

2. Neymar: depois de sumir no campeonato brasileiro do ano passado (culpa do Professor Luxemburgo, interrogação), no campeonato paulista deste ano o menino está dando show… contra o Santo André, Rio Branco e quejandos; não estou querendo dizer que o jogador não tem talento, mas driblar os zagueiros do Santo André é o mínimo que um jogador que pretende atuar na Europa precisa fazer; ou seja, o que fez até agora não foi mais do que obrigação; a meu ver seu verdadeiro desafio neste ano será domingo, no clássico SanSão, quando enfrentará zagueiros de verdade;

3. Roberto Carlos: até agora não justificou a fortuna que está recebendo do Corinthians; suas atuações foram pífias; a pior foi a do clássico contra o Palmeiras, quando foi expulso no 9º minuto de partida; domingo, no entanto, jogará contra o Sertãozinho, vice-lanterna do campeonato paulista, em pleno Pacaembu; enfrentará jogadores como Erivélton, Pablo, Magal, Thiago Silvy e Mendes; é agora ou nunca;

4. Silas e Renato Gaúcho:  os 2 técnicos estão na corda bamba e podem perder o cargo já neste final de semana; as campanhas de ambos são medíocres; o Bahia de Renato, há 4 jogos sem vencer, joga em casa contra o Atlético/BA;  o Grêmio de Silas (1 vitória nos últimos 4 jogos) pega a Ulbra fora de casa; é vencer ou vencer; a situação mais preocupante é a de Renato; se for demitido do Bahia vai acabar treinando o Fluminense… de Feira de Santana; já Silas ainda terá chance de mostrar seu trabalho em outro clube mediano;

5. Palmeiras: domingo joga fora de casa contra o todo poderoso Bragantino; uma derrota – fato absolutamente possível de acontecer – fatalmente culminará na primeira grande crise das muitas que possivelmente ocorrerão no ano; só resta saber se Lincoln (quem?) conseguirá apagar o incêndio.

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