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Humildade do exército gremista

O copero Grêmio é formado por um time inteiro de refugos medianos. Hugo, Borges, Leandro Gianechinni, Souzinha, Rodrigo, Joilson, praticamente o banco inteiro do tricolor paulista de poucos anos atrás. Tem ainda o zagueiro Maurício, que só ficou conhecido no futebol por ter sido surrado pelo pacato Obina. Lúcio, o lateral, que só vira reforço quando se machuca. Túlio, Rochemback, William, reservo-me o direito jornalístico de não comentar a respeito para evitar demandas judiciais. Douglas, apelidado de ameba pelo corintiano comentarista Neto (aquele que vende até barra de ouro do Timão; meu Deus!). Reconheço que Jonas vem se mostrando um bom atacante, mas até outro dia estava na Portuguesa, time que costuma ser o último estágio de um jogador. Enfim, um time qualquer.

Mesmo assim, sou obrigado a acessar o site da GloboEsporte.com e me deparar com a seguinte notícia:

“Atletas tricolores não veem nenhum time superior ao Grêmio no Brasil”

O engraçado é que a mesma matéria destacou ao final:

“Até agora, o Grêmio teve apenas um duelo contra equipes da primeira divisão em 2010. Foi contra o Inter, no clássico disputado em Erechim, com derrota por 1 a 0.”

São Luiz, Veranópolis, Caxias, Inter de Santa Maria, Pelotas, Universidade de Canoas, foi contra esses verdadeiros ícones do futebol brasileiro que os jogadores gremistas chegaram à conclusão de que não devem nada para ninguém? Não que existam outros elencos tão superiores no Brasil, mas a ausência de um mínimo de bom senso dos refugos gremistas realmente surpreende. É a humildade do jogador brasileiro.

Só falta agora vencer o glorioso Novo Hamburgo pela Taça Fernando Carvalho e subir no carro de bombeiros para comemorar. Não duvido. O Inter fez isso quando ganhou a irrelevante sulamericana. Aliás, não sei quem teve a brilhante ideia de nomear o primeiro turno do gauchão em homenagem ao dirigente vivo do Inter, maior rival. Imaginem o São Paulo vencer o primeiro turno do paulistão e levantar a “Tassa” Andrés Sanchez? Tosco.

Por fim, volto a destacar a mandinga do tricolor paulista contra aqueles que movem processo contra o São Paulo. Depois do vodu contra Souzinha, agora foi a vez de Leandro Gianecchini. Não deve jogar por um bom tempo. Se cuida Oscar.

Por Primo Argentino

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Arquivado em Gaúcho, Grêmio

E pelo Brasil…

O campeonato paulista é fraco. Mas, comparado aos demais regionais, poderia ser chamado de champions league tupiniquim.

Sinceramente, não sei que tipo de motivação tem um jogador para participar, por exemplo, do gaúchão, paranaense, mineiro. E o campeonato goiano? É o Goiás contra ele mesmo. Triste. Não é a toa que Fernandão vem fazendo de tudo para deixar a equipe. O duro é que a torcida do Goiás pensa que o time é grande. Aposto que todo torcedor esmeraldino torce para o Goiás e um time grande do eixo RJ/SP.

Poderia dizer que o gauchão não serve pra nada. Mas estaria enganado. Serve para reforçar São Paulo, Corínthians, Flamengo, Cruzeiro e todos os demais times que disputam a libertadores. D’Alessandro, o principal jogador do Inter, foi brutalmente agredido pelo zagueiro Ferreira do Juventude e pode ficar de fora da Libertadores. Parabéns gaúchos, futebol viril, campeonato de macho, orgulho das torcidas dos outros Estados.

O campeonato carioca merece existir. Faz parte do folclore. Olaria, Bangu, Duque de Caxias, Macaé, Madureira, Boa Vista, Tigres, meu Deus! A Ponte Preta seria séria canditada ao título. E os Estádios? Laranjeiras deve ser reconhecido em breve pela Unesco como patrimônio da humanidade. Lembra muito o Coliseu, hoje. Alguém irá bradar –  mas tem os 4 grandes, exclamação.  O Flamengo, atual campeão brasileiro (após 17 anos na fila, com a tradicional ajuda do STJD do rubro-negro Rodrigo Fux), é grande de torcida, embora ir ao estádio que é bom, nada. Poucas testemunhas estavam ontem no Maracanã. Vasco caminha para voltar a figurar entre os grandes do Brasil, mas o caminho é longo, ainda mais com Dinamite na presidência. Tenho esperanças. Agora, Botafogo e Fluminense deixaram de ser grandes na década de 70. Fusão ou extinção.

Não posso me olvidar de destacar a atuação da dupla Imperador/Love. O gol do Vágner Love lembrou-me a primeira vez que joguei Winning Eleven no PSII contra Jota Barros. De um lado, um experiente jogador, conhecedor dos atalhos. De outro, um adversário que perguntava que botão servia para chutar. Bons tempos.

Por Primo Argentino, craque no fifa10

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