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Olho vivo

Para ficar de olho no final de semana:

1. Ronaldinho Gaúcho: estava sumido, mas só porque marcou 3 gols contra o Siena (filial do Mogi Mirim na Itália), toda imprensa esportiva – incitada pela Rede Globo – defendeu a convocação do jogador para a seleção brasileira; algumas vozes bem conhecidas bradaram “Se vira Dunga”; desde então o Milan só perdeu e Ronaldinho voltou para o ostracismo;  domingo joga contra o Bologna, uma espécie de Santa Cruz; chance dele fazer algum gol para a Rede Globo voltar a fazer o apelo para sua convocação;

2. Neymar: depois de sumir no campeonato brasileiro do ano passado (culpa do Professor Luxemburgo, interrogação), no campeonato paulista deste ano o menino está dando show… contra o Santo André, Rio Branco e quejandos; não estou querendo dizer que o jogador não tem talento, mas driblar os zagueiros do Santo André é o mínimo que um jogador que pretende atuar na Europa precisa fazer; ou seja, o que fez até agora não foi mais do que obrigação; a meu ver seu verdadeiro desafio neste ano será domingo, no clássico SanSão, quando enfrentará zagueiros de verdade;

3. Roberto Carlos: até agora não justificou a fortuna que está recebendo do Corinthians; suas atuações foram pífias; a pior foi a do clássico contra o Palmeiras, quando foi expulso no 9º minuto de partida; domingo, no entanto, jogará contra o Sertãozinho, vice-lanterna do campeonato paulista, em pleno Pacaembu; enfrentará jogadores como Erivélton, Pablo, Magal, Thiago Silvy e Mendes; é agora ou nunca;

4. Silas e Renato Gaúcho:  os 2 técnicos estão na corda bamba e podem perder o cargo já neste final de semana; as campanhas de ambos são medíocres; o Bahia de Renato, há 4 jogos sem vencer, joga em casa contra o Atlético/BA;  o Grêmio de Silas (1 vitória nos últimos 4 jogos) pega a Ulbra fora de casa; é vencer ou vencer; a situação mais preocupante é a de Renato; se for demitido do Bahia vai acabar treinando o Fluminense… de Feira de Santana; já Silas ainda terá chance de mostrar seu trabalho em outro clube mediano;

5. Palmeiras: domingo joga fora de casa contra o todo poderoso Bragantino; uma derrota – fato absolutamente possível de acontecer – fatalmente culminará na primeira grande crise das muitas que possivelmente ocorrerão no ano; só resta saber se Lincoln (quem?) conseguirá apagar o incêndio.

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Ele está brincando com o Bahia

Há pouco menos de 2 anos ele era o cara. Ou melhor, pensava que era. Culpa da imprensa? Talvez. Lembro que a mídia carioca chegou até a citar Renato Gaúcho como um dos grandes técnicos do Brasil.

Com o Fluminense na final da taça libertadores de 2008, já dava de barato que iria ser campeão. O momento mais marcante daquele ano foi quando disse que iria brincar no brasileirão, certo de que iria ganhar a libertadores da inexpressiva LDU do Equador. Desde esse momento sua carreira mudou… para pior. Efeito da falta de humildade e do deslumbramento.

O Fluminense perdeu a final da libertadores para a até então desconhecida LDU. A equipe de fato brincou no campeonato brasileiro e Renato foi demitido do tricolor carioca. Foi parar no Vasco da Gama. Renato brincou novamente e acabou levando a equipe vascaína para a 2ª divisão. Mesmo assim foi contratado pelo Fluminense no ano seguinte. E conseguiu ser demitido de novo.

Depois de tantos trabalhos ridículos, Renato Gaúcho perdeu mercado. Nem os grandes times cariocas, únicos no Brasil que acreditavam que Renato era um técnico sério, quiseram contratar o vice-campeão da libertadores. Renato então foi buscar novos ares. Deu um (ou muitos) passo para trás na carreira e assumiu o comando do coitado do Bahia, time que só não disputou a Série E porque ela ainda não existe. A diretoria baiana acreditou que o técnico era um nome de impacto para o clube e que com Renato o Bahia poderia voltar a ser novamente uma das forças do nordeste. Quem sabe até voltar para a série A do campeonato brasileiro, pelo menos por 1 ano.

Resumo da ópera: nos dois últimos jogos o Bahia, em casa, empatou com o Madre de Deus, exclamação, e perdeu para o Bahia de Feira. Renato Gaúcho e Bahia caminham firmes, a passos largos, rumo ao esquecimento. Pena, pois o Bahia não merece isso.

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