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E pelo Brasil…

O campeonato paulista é fraco. Mas, comparado aos demais regionais, poderia ser chamado de champions league tupiniquim.

Sinceramente, não sei que tipo de motivação tem um jogador para participar, por exemplo, do gaúchão, paranaense, mineiro. E o campeonato goiano? É o Goiás contra ele mesmo. Triste. Não é a toa que Fernandão vem fazendo de tudo para deixar a equipe. O duro é que a torcida do Goiás pensa que o time é grande. Aposto que todo torcedor esmeraldino torce para o Goiás e um time grande do eixo RJ/SP.

Poderia dizer que o gauchão não serve pra nada. Mas estaria enganado. Serve para reforçar São Paulo, Corínthians, Flamengo, Cruzeiro e todos os demais times que disputam a libertadores. D’Alessandro, o principal jogador do Inter, foi brutalmente agredido pelo zagueiro Ferreira do Juventude e pode ficar de fora da Libertadores. Parabéns gaúchos, futebol viril, campeonato de macho, orgulho das torcidas dos outros Estados.

O campeonato carioca merece existir. Faz parte do folclore. Olaria, Bangu, Duque de Caxias, Macaé, Madureira, Boa Vista, Tigres, meu Deus! A Ponte Preta seria séria canditada ao título. E os Estádios? Laranjeiras deve ser reconhecido em breve pela Unesco como patrimônio da humanidade. Lembra muito o Coliseu, hoje. Alguém irá bradar –  mas tem os 4 grandes, exclamação.  O Flamengo, atual campeão brasileiro (após 17 anos na fila, com a tradicional ajuda do STJD do rubro-negro Rodrigo Fux), é grande de torcida, embora ir ao estádio que é bom, nada. Poucas testemunhas estavam ontem no Maracanã. Vasco caminha para voltar a figurar entre os grandes do Brasil, mas o caminho é longo, ainda mais com Dinamite na presidência. Tenho esperanças. Agora, Botafogo e Fluminense deixaram de ser grandes na década de 70. Fusão ou extinção.

Não posso me olvidar de destacar a atuação da dupla Imperador/Love. O gol do Vágner Love lembrou-me a primeira vez que joguei Winning Eleven no PSII contra Jota Barros. De um lado, um experiente jogador, conhecedor dos atalhos. De outro, um adversário que perguntava que botão servia para chutar. Bons tempos.

Por Primo Argentino, craque no fifa10

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Love Story

Eric Faria, repórter rubro-negro da Rede Globo, anunciou na noite de ontem que o Palmeiras liberou Vagner Love e que o Flamengo está bem perto de anunciá-lo, contratação esta que não teria “nenhum” custo para o time carioca (a meu ver, pelo futebol que ele está jogando, pode “custar” a libertadores). A diretoria do Palmeiras nega a informação e diz que só libera o jogador se receber alguma compensação financeira (o perdão dos salários atrasados, por exemplo). A verdade aparecerá nos próximos dias, quiçá nas próximas horas.

Eu não acredito nas palavras de nenhum dos integrantes da diretoria do Palmeiras, mas condicionar a liberação de Vagner Love ao recebimento de alguma compensação financeira é o mínimo que se pode esperar. Liberá-lo de “graça” ao Flamengo será o atestado final da incompetência da diretoria alviverde, encabeçada pelo Professor Luiz Gonzaga Belluzzo, que dia após dia vem se mostrando um fiasco como dirigente de futebol.

Ora, o Palmeiras precisa pensar no esforço que fez para trazer o jogador. E no investimento financeiro que foi feito. Dizem que para ter Vagner Love emprestado por 1 ano o Palmeiras abriu mão de uma parte dos direitos que tinha numa futura venda do jogador. Fora que se ele sair o Palmeiras vai ter que gastar dinheiro na contratação de outro jogador para substituí-lo. Não importa se ele não está numa boa fase e se o seu salário é alto. Deixá-lo ir para o Flamengo de graça é jogar dinheiro no lixo.

Também não interessa se o jogador não está satisfeito no Palmeiras (aliás, ele deveria ser o primeiro a não estar satisfeito com si próprio). Contente ou não, ele precisa ser acima de tudo profissional. Firmou um contrato, deve cumprí-lo. E a desculpa da falta de segurança é risível. Nem um cidadão afegão trocaria sua cidade pelo Rio de Janeiro.

A verdade é que o jogador não quer cobrança nesse momento. Depois de longos anos sofrendo no frio da Rússia, ele quer mesmo é curtir as “férias” no Brasil. Ir para a noite sem ser incomodado por torcedores e imprensa. Faltar no treino toda semana por estar de ressaca e dizer que teve que resolver problemas particulares. Queimar o pé andando de moto e inventar que pisou na lâmpada do jardim. Ou seja, quer ir para o Flamengo pois sabe que lá tudo isso é possível. Adriano que não me deixa mentir.

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Retrospectiva do Brasileirão

Amanhã terminará mais uma edição do Campeonato Brasileiro e provavelmente o campeão será o Clube de Regatas Flamengo, o que o levará ao 5º título nacional (não quero ser processado pelos dirigentes do Sport). O time só não será campeão se tropeçar contra o time reserva do Grêmio. Fato inesperado. E se o título se concretizar, será bom para o Flamengo e para o futebol carioca, estado carente de títulos nacionais e internacionais,  mas será ruim para o futebol brasileiro como um todo.

Antes das críticas e das ofensas, comuns por parte dos leitores cariocas, é preciso ressaltar que aqui não há bairrismo. Quem acompanha o blog sabe que as críticas são direcionadas para todos os clubes de todos os estados. Mas o fato é que o título do Flamengo premiará tudo o que há de ruim no futebol brasileiro: a falta de profissionalismo, a desorganização, a péssima infra-estrutura, a irresponsabilidade fiscal e financeira, enfim, premiará um modelo de administração que, para o bem do futebol brasileiro, já não deveria existir há muito tempo. Um modelo de administração que faz do Flamengo o time mais endividado do futebol nacional, quando o correto, pela grandeza do clube, seria o contrário.

Pode soar estranho, mas o título pode ser ruim ao Flamengo a médio e longo prazo. Ruim pois dará moral aos seus dirigentes, pessoas que, a cada ano, afundam o Flamengo financeiramente cada vez mais. Ruim pois o Flamengo continuará a prestigiar atitudes como a de Adriano, jogador que sempre falta aos treinamentos e na folga queima o pé antes de um importante jogo, porém nunca é punido. É triste dizer isso, mas para o bem do Flamengo o melhor que deveria acontecer seria o rebaixamento. Isso talvez ocasionaria uma mudança drástica no modelo de administração do clube.

Deixando de lado essas questões, pelo futebol apresentado do meio do campeonato para a frente, poderia dizer que o Flamengo merece o título. Poderia, se não fossem todos os fatos que ocorreram na reta final do campeonato, os quais, à toda evidência, visavam a ajudar o Flamengo. Estou falando das decisões do STJD. Sem critério, sem fundamento, baseadas apenas na paixão clubística de seus integrantes. Ora, o que o órgão fez com o São Paulo foi simplesmente lamentável. Fizeram de tudo para tirar o tetra do tricolor paulista, e provavelmente conseguiram.

O campeonato brasileiro deste ano também foi manchado pela atitude de alguns jogadores corintianos no jogo contra o Flamengo. São 3 pontos entregues que devem decidir o título. E o mais triste é que isso possivelmente vai ocorrer de novo amanhã, no jogo entre Flamengo e Grêmio. O tricolor gaúcho vai colocar em campo os reservas. Um meio indireto de entregar a partida. Ou seja, 6 pontos que serão ganhos pelo campeão em condições anormais. Isso ao menos deve servir para o futebol brasileiro repensar a adoção do campeonato por pontos corridos.

Este Brasileirão também expõe a crise técnica do futebol nacional. Mais um ano se passa e o Brasil não apresenta ao Mundo nenhum novo craque. As supostas revelações deste ano são simplesmente desconhecidas. E os craques escolhidos deixam muito a desejar.

E a arbitragem? Meu Deus, exclamação. Talvez tenha sido a pior de todos os tempos. Quer dizer, a pior para o futebol brasileiro, mas a melhor para alguns clubes. O melhorzinho foi Heber Roberto Lopes, árbitro do jogo entre Flamengo e Grêmio. Poderia ser Wilton Pereira Sampaio, um dos responsáveis pela campanha do Flamengo. Aí a patifaria seria completa.

Com tudo isso Robério de Ogum terá mais 2 erros em sua carreira de bruxo (são 189 erros num universo de 29 mil acertos). O Internacional provavelmente não será campeão brasileiro, e o Fluminense provavelmente não será rebaixado. Entretanto, o bruxo tem um desculpa bastante aceitável. Suas previsões não contavam com fatores extra-campo (STJD, Simon etc.). A meu ver esses erros não devem contar no seu currículo. Continuo acreditando nas previsões do bruxo.

Enfim, mais um campeonato brasileiro termina, e eu mais uma vez fico decepcionado.

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