O profissionalismo do jogador brasileiro

Repetidamente jogadores brasileiros são repatriados.

Cicinho e Sóbis caminham para ser mais dois destes.

O preocupante é a motivação destes retornos, quase que sempre antecipados. A alegação dos boleiros é, dentre outras: 1- dificuladade de adaptação; 2- falta de motivação; 3- desvalorização profissional; 4- falta de afinidade com os técnicos; 5- marginalização; 6- preconceito; 7- clima; 8- saudades da família; 9- hábitos; 10- diferenças culturais; 11- educação dos filhos; 12-idioma; 13- “distancia” da seleção; 14- perda da alegria e por aí vai.

Outrossim o interesse financeiro, oriundo de mais uma transferência.

Párem as máquinas ! Nenhum motivo absolutamente legítimo. Nenhuma força-maior. Nada justificável ou no mínimo discutível. Apenas devaneios, vaidades e interesses pessoais.

Meu Deus, exclamação. Lamentável.

Os jogadores (e empresários) defendem ferrenhamente o profissionalismo dos direitos: salários, encargos trabalhistas, valorização profissional, direitos de imagem e afins.

Em contrapartida ignoram o os deveres do profissional e dentre eles principalmente a obediência aos contratos.

Robinho, orientado por Wagner Ribeiro, é o pior de todos. No mesmo nível apenas Adriano. Sua saída da Internazionale é “case” de estudo do assunto. Ronaldo, o queridinho da imprensa, também não fugiu a regra, basta lembrar sua saída da Inter e depois do Real. São incontáveis os casos. Diria que 90% de quem volta, volta nestas condições.

Assim, fica entendido porque jogadores argentinos são vendidos por no mínimo 50% a mais do que os brasileiros de mesmo nível técnico.

Pitadinha histórica: há 200 anos era construída o que é hoje a maior influência econômica, política e cultural do mundo: os Estados Unidos da América. A base, interrogação. O trípé: 1- sagração das instituições; 2- crença em Deus e 3- inviolabilidade dos contratos.

Ora, se a inviolabiliadade de contratos é condição de contorno para a contrução de uma nação (e que nação, meu Deus!), com certeza é requisito para a construção de uma classe trabalhista.

Definitivamente, a falta de ética do jogador brasileiro não contribui positivamente nesta obra.

E tira a mão de mim.

Por Jota Barros, Profissionalismo Futebol Clube

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6 Comentários

Arquivado em Sem categoria

6 Respostas para “O profissionalismo do jogador brasileiro

  1. RedBlack

    sugestão: transfere o Palmeiras para os EUA.

  2. O trípé: 1- sagração das instituições; 2- crença em Deus e 3- inviolabilidade dos contratos. Você só esqueçeu de mencionar: 4- Segregação racial e trabalhos escravo.
    A diferença é que no Brasil o povo é vira lata, sempre querendo vantagem.
    Enquanto o povo norte americano trabalha para o fortalecimento de suas instituições, em terras tupiniquins brotam dinheiro nas meias e nas cuecas. O mais impressionante de tudo é que o povo não fala nada. Pq? Justamente por esperar uma oportunidade de usar das mesmas meias e cuecas! E tira a mão de mim! SRN

  3. O exemplo vem do berço, coisa que nós não temos!!!

  4. Que M**** é essa, tão te chamando de falsário?

  5. zeca, o passarinho tricolor

    São poucos os jogadores brasileiros que penduraram as chuteiras lá fora e são respeitados até hoje…. agora com esses tais de empresários (urubús) a imagem do jogador brasuca ficou pior ainda… e fica quieto.

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