O abacaxi verde

Tão logo o jogo acabou no Parque Antarctica, um batalhão de repórteres se aproximou do goleiro Marcos.

Marcos, visível e legitimamente irritado, disparou contra os companheiros Wendel e Robert, responsáveis por afastar as bolas a meia altura e no primeiro poste, em cobranças de escanteio. “Me arrebentaram”, disparou Marcos.

Do outro lado, Robert retrucou “Nesta hora sabemos quem é quem”. Robert não se enganou.

Marcos é ídolo eterno da torcida, terá seu nome lembrado para sempre ao lado de legendas como Oberdan Catani e Waldir Joaquim de Moraes. Foi o principal ator da Copa Libertadores 1999, sendo o expoente máximo alviverde em todas as partidas do torneio, sendo laureado com a famosa “chave do Toyota”.

Nos anos seguintes esteve mais no banco e no DM do que em campo, mas tem créditos de sobra.

Em contrapartida, quem é você Robert, interrogação.

Robert é mais uma invenção de Muricy Ramalho.

Para ser honesto, eu nunca tinha ouvido falar deste jogador, até desembarcar recentemente na Academia. Aventa-se que veio do Japão, conhecido paradeiro de jogadores de segunda linha em busca do dólares.

Mas Robert, numa análise mais profunda, não é mais culpado do que Muriciy.  Este, ao desembarcar no Palestra, pediu um único reforço, alegando ser um matador de grande quilate, e o que vimos chegar foi Robert, um jogador comum. Comparativamente, até Ortigoza, com suas pedaladas paraguaias – qualquer dia quebra a sua perna e a de um rival a frente – tem mais futuro.

O que há por trás disto a não ser esta mania irritante de técnico de futebol carregar seus “pupilos” para onde quer que vão, interrogação. Invariavelmente o resultado não é positivo. Vejamos Muricy no São Paulo: durante 40 meses no comando técnico do time, pediu, pediu, pediu e foi atendido apenas 1 vez: Fábio Santos (ex-pistoleiro). Sem comentários.

Os clubes devem ser, acima de tudo, empresa. Como tal, técnicos e jogadores são capital humano e sua aquisição deve ser muito bem planejada. Caso contrário, paga-se o alto preço de ver o técnico indo embora e o abacaxi ficando.

Pela acidez das respostas, e pelo desempenho de Muricy no alviverde, Robert tem tudo para ser esta fruta cascuda difícil de engolir.

E TIRA A MÃO DE MIM!!!

Por Jota Barros, o homem das polêmicas

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6 Comentários

Arquivado em Sem categoria

6 Respostas para “O abacaxi verde

  1. João paulo

    é avallone esse bum de comentarios no seu blog se deve a min que divulguei sua resposta ao blogueiro flamenguista lá no blog dele os flavelados ficaram putos e vieram aqui te responder de devo essa falou.

  2. João paulo

    na verdeade vc me deve essa avallone errei cara

  3. Ricardo Avellar

    Muito bem, elaborado o comentário do Amigo Jota Barros, Quem é você????? uma mistura de Caio com Avalone? Parabéns pelo post!!!!! Esperamos mais!!!

  4. bag diniz

    Flamenguistas, tenho umas cuecas velhas e vou mandar pra vcs OK. Vai comemorar mercosul, vai

  5. Scorpia Che La Vittoria è Nostra!!!

    na verdade percebi na nos jogadores do palmeiras uma vontade de não jogar pipocaram alguma coisa aconteceu

  6. zeca

    Todos esse chamados “grandes técnicos” de futebol, têm ou tiveram essa mania de inventar craques e “vendê-los” aos clubes aos quais estão empregados e o pior, os clubes acabam comprando o abacaxi. São diretorias fracas, sem planejamento que ao final atolam seus clubes em dívidas “impagáveis” como diria um ex-ministro.Agora no pique , no pique, a bomba do Solera….: A crise se instalou no Palestra” Muricy se irrita na coletiva após o jogo contra o Flamengo e bate boca com jornalista. E fica quieto.

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